Bolsonaro, Stroessner, Pinochet e Ustra…

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Ontem, o presidente Jair Bolsonaro se referiu elogiosamente ao ditador paraguaio, general Alfredo Stroessner, como um “estadista”. Ele conduziu o nosso país vizinho com mão de ferro entre 1954 e 1989.
 
Dentre os inúmeros crimes praticados por Stroessner, está o do abuso sexual de menores. Ele cobrava que constantemente lhe fossem trazidas garotas virgens. A exigência era de que as meninas tivessem entre 10 e 15 anos de idade.
 
Como relata o jornalista argentino Ariel Palácios, “um dos casos investigados pela Comissão de Verdade e Justiça é o de Julia Ozorio, que tinha 12 anos quando foi sequestrada da casa de seus pais em Nova Itália, em 1968, pelo coronel Julián Miers”.
 
O relato é estarrecedor. “Ela foi levada a uma chácara, onde foi escrava sexual durante dois anos. Miers era o comandante do regimento que se encarregava da guarda pessoal de Stroessner. Os militares buscavam e sequestravam meninas da área rural de acordo com os ¨gostos¨ de Stroessner e seus ministros”, narrou o jornalista.
 
Bolsonaro faz da ideologia de extrema-direita a sua bússola e do ódio nutrido por quem pensa diferente a sua estratégia de crescimento político. Não custa lembrar seus elogios e exaltação pública a Carlos Alberto Brilhante Ustra que, durante o regime militar brasileiro, torturava mulheres colocando ratos em suas vaginas.
 
Em visita ao Chile, o seu filho Eduardo elogiou o ditador Augusto Pinochet, também apontado por diversos crimes praticados com requintes de crueldade. Ele foi o responsável por vários assassinatos, inclusive com uso de armas químicas. Na opinião de Jair Bolsonaro, “ele fez o que deveria ser feito”.
 
Não custa lembrar que o atual presidente foi eleito com o discurso da defesa dos “valores cristãos e da família”. Seu slogan dizia que Deus está acima de tudo. Com isto, atraiu o apoio institucional de líderes de diversas denominações religiosas em sua campanha.
 
É preciso dizer. Caso alguém se diga cristão e concorde com tais práticas, deve urgentemente voltar às páginas do Evangelho. Jesus Cristo ainda se torna um completo desconhecido para quem aprova, apoia ou consente com quem usa o seu nome para legitimar tanta violência.

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