Coaching, o neopentecostalismo da autoajuda

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O coaching é o neopentecostalismo da autoajuda. Com as mesmas promessas de bem-estar próprias dos livros que fizeram tanto sucesso nas últimas décadas, acrescenta os “segredos” para uma vida próspera, abundante.

Não por acaso, alguns líderes religiosos mergulharam na onda. Vários deles já fazem mentoria, numa espécie de discipulado gourmet. Em contrapartida, palestrantes do coaching citam Deus o tempo todo, isolam versículos bíblicos e revestem de espiritualidade o desejo de ficar rico.

A religião já havia ganhado ares de autoajuda com a teologia da prosperidade. O coaching, no entanto, precisa ser mais rebuscado porque seu público-alvo é a classe média, em grande parte rasa e ávida por vender-se como elite econômica e intelectual.

A superficialidade é o mal do século. Ela alcançou muitos segmentos religiosos e tomou a face do empreendedorismo de palco. Vidas vazias significam o bolso cheio de alguns.

 

 

 

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